terça-feira, 17 de dezembro de 2024

BIG FIGHT

 

 Os Beat 'em ups - também conhecidos como Brawlers - concentram-se no combate corpo a corpo, com um grande número de oponentes. Normalmente, os jogadores podem realizar vários movimentos ou combos, para ferir os oponentes, e são divididos em níveis semelhantes aos jogos de plataforma, ou jogos de ação. Big Fight é um jogo beat 'em-up 2D, que coloca os jogadores na pele de Kevin, Gear ou Zill, que partem em uma missão secreta, em um navio de cruzeiro no oceano Atlântico, para deter um cientista louco. Ao atravessar o navio, seção por seção no modo Missão, você luta contra uma grande variedade de inimigos e chefes, incluindo samurais, múmias e soldados. Vários dos chefes derrotados, tornam-se personagens jogáveis, ​​após derrotá-los, e vários caminhos diferentes podem ser seguidos. Armas como lançador de foguetes, granadas de mão, e machado podem ser pegas e usadas nos inimigos. Há também um modo de batalha 1P vs 2P, onde você pode lutar como um dos três personagens principais, ou um dos cinco chefes (Garuda, Mevella, Faraó, Gonza e Chen) do modo Missão, contra um segundo jogador.



Lado positivo

Tudo, exceto algum ou outro padrão mais repetitivo de jogabilidade.

Lado negativo

Alguns dos chefes são irritantes e apelativos.

Lançado em 1992, somente para Arcade.


segunda-feira, 5 de junho de 2023

FIGHTER'S HISTORY - ARCADE


Em 1993, a desenvolvedora Data East, resolveu fazer um jogo de luta estilo “versus” , para pegar carona no sucesso do Street Fighter II. Com inúmeras semelhanças com SF2; os personagens e os golpes pareciam ter vindo da mesma matriz. No ano seguinte, em 1994, a Data East lançou uma conversão para o Super Nintendo do jogo, mas a Capcom, entrou na justiça com um processo por plágio, como uma tentativa de evitar a produção e lançamento do FH.


 No final das contas, o processo não deu em nada e o jogo foi lançado normalmente no mercado; porém com a má fama de ser uma cópia do Street Fighter II. Fighter’s History foi recebido de forma mista pela crítica, muito bem por algumas publicações, e nem tanto por outras. Ao que parece, muitos acreditaram que o game não passava de uma cópia barata da Capcom. 



Todavia, o jogo tem seu próprio brilho e obteve sucesso suficiente para duas sequências oficiais, até o momento: Karnov’s Revenge (1994) e Fighter’s History: Mizoguchi Kiki Ippatsu!! (1995). É um jogo de luta 2D tradicional, onde se pode escolher entre 9 personagens distintos: Ray, Feilin, Ryoko, Matlok, Samchay, Lee, Mizoguchi, Jean e Marstorius. Os chefões Clown e Karnov, são jogáveis, com a ajuda de um código nas versões caseiras. Cada um dos lutadores tem uma série de movimentos exclusivos. O game usa uma configuração de controle de seis botões semelhante ao Street Fighter II. A característica única do Fighter’s History é o seu “sistema de pontos fracos”. Ao atingir repetidamente o ponto fraco de um oponente, ele fica tonteado temporariamente uma vez por rodada, ficando aberto para um ataque. A localização do ponto fraco de um oponente varia com cada um. Existem três modos de jogo diferentes: CPU Battle é o modo arcade tradicional, onde o jogador seleciona um personagem e tenta completar o jogo vencendo todos os outros lutadores; no survival, se seleciona uma equipe de cinco personagens para enfrentar outra; e o versus, onde o jogador pode enfrentar os seus amigos no x1. 




A revista Game Machine, em sua edição de 1º de maio de 1993, listou Fighter’s History como a segunda unidade de arcade de maior sucesso do mês, enquanto a Play Meter o considerou o vigésimo sétimo game de fliperama mais popular da época. A única verdade, é que se trata de um belo exemplo de fighting game, e que merece também aquela conferida pelos verdadeiros fãs dos antigos arcades de luta. Foi lançado para ARCADE, SNES e SWITCH.

 

segunda-feira, 4 de abril de 2022

GRAN TURISMO - PLAYSTATION1


Aclamada série de jogos de corrida, produzida pela Polyphony Digital (estúdio criado para desenvolver basicamente este titulo). Neste primeiro jogo, você pode escolher entre a versão arcade (com carros clássicos como Corvettes, e Aston Martins) ou a simulação, que é o verdadeiro intuito do game. A simulação inicia você, em uma carreira inteira de corrida, começando com um carro usado e barato, em pistas de segunda categoria.




 

Seu fundo inicial é de US $ 10.000, e o coloca ao volante de um Honda Prelude ou Mazda RX-7 usado. À medida que você ganha corridas, adquire dinheiro e ganha licenças avançadas. Você pode comprar carros melhores e competir em partidas mais competitivas, até a Copa do Mundo GT. Possui mais de 140 carros. Pode se escolher entre uma enorme variedade de carros, incluindo muitos veículos usados. Os caminhos são desafiadores. O licenciamento foi uma ótima ideia, asssim como a trilha sonora com bandas reais. Os gráficos são precisos, onde quase todos os automóveis são reproduções licenciadas de carros reais. Reconhecido como jogo mais vendido do PLAY1, Gran Turismo levou a simulação nos games, a um status que nenhuma empresa havia arriscado.



 

Com a presença de mais de 100 carros licenciados e do inédito modo “simulation”, (onde tínhamos que tirar nossas licenças para participar dos torneios) este game ajudou a alavancar as vendas do console da Sony, o levando a se tornar o aparelho preferido dos jovens da década de 90, além de se tornar uma série de sucesso global.


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

FINAL FIGHT (Snes)


Franquia de jogos estilo "beat'em up", desenvolvido pela empresa Capcom, lançado em 1989. Situado na fictícia Metro City, o enredo é sobre um grupo de heróis, que lutam contra as ameaças de uma gangue criminosa, conhecida como "Mad Gear". O Final Fight original para o Super Nintendo, incluia os personagens ​​Haggar e Cody, mas não incluiu Guy, e também omitiu o recurso de dois jogadores; uma versão atualizada de 1992, Final Fight Guy, incluía Guy, mas não Cody, mas ainda não possuía o recurso para dois jogadores. A versão ARCADE original, pode ser jogada por até dois participantes simultaneamente, com cada jogador controlando um personagem diferente. Antes do game começar, o jogador escolhe entre os três heróis principais, cada um com seu próprio estilo de luta e atributos. Guy é o mais fraco, mas tem ataques mais rápidos; Haggar é o mais forte, mas também o mais lento; e Cody tem atributos mais equilibrados. Os controles consistem em um joystick de oito direções, e dois botões para atacar e pular. 



O personagem pode se mover em qualquer uma das oito direções, mas só pode enfrentar e atacar para a esquerda ou para a direita, como na maioria dos beat's. Pressionando os dois botões simultaneamente, executa um movimento especial que ataca em ambas as direções, utilizando uma carga de vitalidade. Os jogadores também podem agarrar e lançar oponentes, bem como usar várias armas, como facas, canos e espadas. Final Fight foi originalmente exibido em feiras comerciais com o título de Street Fighter '89. A divisão de vendas da Capcom, originalmente solicitou uma sequência para Street Fighter 1 , então sua equipe decidiu promover Final Fight como uma sequência de SF em feiras de negócios. O título foi alterado para Final Fight antes de seu lançamento oficial, após feedback de game players afirmando que o jogo não era nada como Street Fighter. De acordo com os desenvolvedores, muitos elementos do jogo e sua trama foram inspirados no jogo DOUBLE DRAGON 2 da TECHNOS, e no filme de 1984, Streets of Fire. Alguns membros da equipe de produção eram fãs do filme. 



Um dos personagens principais do game, Cody, foi até inspirado no herói do filme, Tom Cody, interpretado pelo ator Michael Paré. A história do filme também trata do sequestro de uma atraente jovem, por uma gangue da cidade. Sucesso mundial absoluto,  a série vendeu 3,2 milhões de unidades, e liberou inúmeras sequências, para plataformas como Genesis, Nes, Game Boy, Sharp 68000, DOS, Mega Cd, ARCADE, Snes etc.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Streets of Rage - As ruas pedem fúria!

A resposta da Sega ao "Final Fight" da Nintendo. Lançado em 1991 para Mega drive/Genesis, este beat'n up (confronto de cenário, ou melhor, briga de rua) segue a história de três jovens policiais (Adam Hunter, Axel Stone e Blaze Fielding) em uma cidade controlada por um sindicato corrupto, liderado por um "Sr. X", onde o crime é dominante. Os três heróis resolvem fazer um pacto para derrubar esta organização do mal, e restabelecer a ordem e a paz.


A jogabilidade é direta e simples. Três botões são usados: um para pular, outro para agredir e outro para executar um ataque à distância, com um carro policial de apoio. Este é um jogo muito divertido de se jogar, sozinho ou em dupla. A resposta do botão é perfeita para o ritmo de "Streets...". Os gráficos parecem muito bons e funciona de forma razoável, sem atrasos ​​ou irregularidades. Os cenários são bem legais, bem como a arte e a trilha sonora. Os três personagens disponíveis (Adam, Axel e Blaze), possuem habilidades únicas. 


Axel anda mais rápido, Adam tem chutes de longo alcance e Blaze ataca bem com voadoras. Os inimigos são bastante interessantes. Há vagabundos comuns, esfaqueadores, ninjas que saltam de um lado da tela para o outro, e garotas sadomasoquistas com chicotes, ou seja, a tipica escória de uma rua central. Os chefes são bem aleatórios, temos um grande cara gordo respirando fogo, o cara alto do bumerangue, o vilão com luvas de "Freddy Kruger" e outros lutadores marciais. Ah, e a melhor parte do jogo, as armas. Existem canos para esporrear, facas, garrafas etc. Além disso, quando as coisas ficarem difíceis, você poderá chamar o carro da polícia, com sua artilharia pesada. 


"Streets of Rage" foi um grande sucesso, vendendo mais de 2,6 milhões de cópias em todo o mundo, gerando as sequências "Streets of Rage 2" em 1992, e "Streets of Rage 3" em 1994 (esse sim, praticamente uma obra-prima). Também foi lançado para outras plataformas como Android, Arcade, Game Gear, iPad, iPhone, Linux, Macintosh, Nintendo 3DS, SEGA Master System, Wii e Windows.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Pokemon - Um universo de Pikachus.

Um dos maiores fenômenos do universo dos games, Pokemon é a segunda maior franquia da história dos jogos (perde apenas para MARIO), criada por Satoshi Tajiri, em 1995. Ela traz como protagonistas criaturas ficcionais, chamadas "Pokémon", que as pessoas capturam e os treinam, para lutarem um contra o outro, na forma de um esporte. A franquia começou como um par de games lançados para o Game Boy original, desenvolvidos pela Game Freak e publicados pela Nintendo. Os games Poketto Monsutā Midori, mais conhecido como Pokémon Green, e Pokémon Red, lançados em 1996 (no Japão), deram origem ao Pokemon. Os usuários são chamados de Treinadores-Pokémon. Sua meta é  alcançar dois objetivos: capturar todas as espécies de Pokémon disponíveis na região fictícia onde o jogo está configurado, e completar a informação de todos os Pokémon no Pokédex. Por outro lado, eles devem treiná-los e enfrentar outros pokémons pertencentes a outros treinadores, para demonstrar suas habilidades, força, talento e assim se tornar um "Mestre". 


Os treinadores recebem um Pokémon inicial para começar sua jornada. A quantidade inicial estabelecida de Pokémons é três, das quais os treinadores podem escolher apenas um. Eles são sempre do tipo grama, fogo e água.  Embora os jogos possam ter outros enredos, o final é sempre alcançado quando o jogador ganha todos os 8 distintivos, e derrota o Campeão da Liga-Pokémon. O treinamento pode continuar após os créditos, permitindo ao jogador desenvolver ainda mais sua equipe. Os RPGs-Pokémon principais são lançados em pares complementares (Vermelho / Azul; Ouro / Prata, etc); a coleção de Pokémon disponíveis para captura será diferente entre os dois, exigindo que o jogador troque com uma pessoa que possua o outro jogo, para completar sua coleção. Alguns anos depois que um par de jogos é lançado, um terceiro jogo complementar é geralmente lançado; este terceiro jogo é praticamente o mesmo dos dois primeiros, mas com pequenos aprimoramentos gráficos e de jogabilidade, pequenas alterações no enredo e uma seleção ligeiramente diferente de Pokémon. 


Por exemplo, em Pokémon Ruby, Team Magma eram os inimigos e o jogador pegou Groudon no final; em Pokémon Sapphire, Team Aqua eram os inimigos e o jogador pegou Kyogre no final; em Pokémon Emerald, ambas as equipes são inimigas e o jogador tem a chance de pegar Groudon e Kyogre no final. O lançamento de um novo par de jogos na série principal de RPG, anuncia o início de uma nova geração de Pokémon. Cerca de 100 novos personagens são lançados a cada geração. Também não podemos deixar de citar Pikachu,  originalmente criado como um personagem secundário, ele tornou-se o mascote do universo Pokémon, depois de ter sido escolhido como um dos personagens principais na adaptação televisiva do jogo (outro grande sucesso), ao lado de seu treinador Ash Ketchum. Ele também é considerado o Pokémon mais popular da franquia. Descrito como um rato elétrico, foi criado juntamente com a sua evolução, Raichu; a partir da segunda geração, ele também passou a ter uma pré-evolução, o Pichu. Pikachu é do tipo elétrico, e ocupa a 25ª posição na Pokédex, a enciclopédia que lista as diferentes espécies de Pokémon. 


Pikachu é mundialmente conhecido, sendo considerado um ícone kawaii, um equivalente japonês ao Mickey-Mouse americano, sendo parodiado e citado em outras séries de animação, como Os Simpsons, por exemplo. É inegável a importância da franquia Pokemon para o mundo dos games, não somente para aqueles que jogam, mas também para a evolução da tecnologia dos mesmos, gerando um grande lucro para seus idealizadores e marcando para sempre o coração de seus praticantes. Vida longa ao ratinho amarelo e seus seguidores!!!

Sonic - The Hedgehog, jogada certeira da SEGA.

O jogo que revolucionou a história dos games. Aqui, você dá vida a "Sonic", um rápido ouriço azul (o personagem aproveitava o veloz processador do console Genesis), viciado em corridas, dentro de um cenário estilo plataforma. A história se passa na Ilha do Sul, onde o Dr. Eggman (ou Dr. Robotnik nos EUA) seqüestra toda a população animal e os transforma em robôs, marcando as zonas como seu território. Sonic deve correr através dessas seis zonas, para trazer de volta os animais, ao seu estado normal. Anéis espalhados em torno de cada uma das fases, desempenham um papel importante no jogo. 


Eles não apenas servem como proteção contra a maioria dos inimigos, mas também oferecem uma boa chance de ganhar vidas extras e possivelmente uma chance de alcançar a fase de bônus. Este estágio de bônus, é um labirinto giratório (que demostrou a todos, o que o console Gênesis era capaz) e o objetivo principal é reunir as seis esmeraldas do caos em cada labirinto, necessário para destravar o final (O pano de fundo, que consiste em um pássaro se transformando em um peixe, é bem legal). No final de cada fase, você ficará cara a cara com Eggman, que usa uma variedade de veículos, que possui suas próprias armas exclusivas. Cada zona tem um layout exclusivo e alguns cenários impressionantes. A primeira zona, por exemplo, tem colinas e "loop-de-loops". 


O segundo contém estruturas de mármore e piscinas de lava / cachoeiras; enquanto que na Zona do Labirinto, o Sonic passa a maior parte do tempo submerso. Embora os desenvolvedores encorajem você a acelerar, eu prefiro ter calma para não colidir com inimigos ou armadilhas, e ainda conseguir conquistar cada etapa em menos de dez minutos. A trilha sonora de Sonic the Hedgehog é brilhantemente composta e é única para cada zona. A música para "Scrap Brain Zone" é uma reminiscência da música tema de Vangelis para “Blade Runner”, completa com bateria no final de cada verso. Até 2016, a série vendeu mais de 100 milhões de cópias dos jogos. 


Além dos vídeo-games, a franquia também  foi divulgada em outras mídias, incluindo desenhos animados, anime e uma longa série de histórias em quadrinhos, que foi reconhecida como a mais longa história em quadrinhos baseada em um vídeo-game já publicada pelo Guinness World Records. É inegável a importância do game, não só por sua capacidade/originalidade, mas por fazer a boa guerra entre SEGA x NINTENDO atingir níveis grandiosos (o Super Nes acabou lançando "Street Fighter 2", pouco tempo depois, para tentar barrar o avanço da SEGA), onde cada empresa tinha a obrigação de criar jogos cada vez mais trabalhados, para conquistar novos adeptos. Esse foi um grande período da história do entretenimento, que jamais veremos, ou esqueceremos.