terça-feira, 17 de dezembro de 2024

BIG FIGHT

 

 Os Beat 'em ups - também conhecidos como Brawlers - concentram-se no combate corpo a corpo, com um grande número de oponentes. Normalmente, os jogadores podem realizar vários movimentos ou combos, para ferir os oponentes, e são divididos em níveis semelhantes aos jogos de plataforma, ou jogos de ação. Big Fight é um jogo beat 'em-up 2D, que coloca os jogadores na pele de Kevin, Gear ou Zill, que partem em uma missão secreta, em um navio de cruzeiro no oceano Atlântico, para deter um cientista louco. Ao atravessar o navio, seção por seção no modo Missão, você luta contra uma grande variedade de inimigos e chefes, incluindo samurais, múmias e soldados. Vários dos chefes derrotados, tornam-se personagens jogáveis, ​​após derrotá-los, e vários caminhos diferentes podem ser seguidos. Armas como lançador de foguetes, granadas de mão, e machado podem ser pegas e usadas nos inimigos. Há também um modo de batalha 1P vs 2P, onde você pode lutar como um dos três personagens principais, ou um dos cinco chefes (Garuda, Mevella, Faraó, Gonza e Chen) do modo Missão, contra um segundo jogador.



Lado positivo

Tudo, exceto algum ou outro padrão mais repetitivo de jogabilidade.

Lado negativo

Alguns dos chefes são irritantes e apelativos.

Lançado em 1992, somente para Arcade.


segunda-feira, 5 de junho de 2023

FIGHTER'S HISTORY - ARCADE


Em 1993, a desenvolvedora Data East, resolveu fazer um jogo de luta estilo “versus” , para pegar carona no sucesso do Street Fighter II. Com inúmeras semelhanças com SF2; os personagens e os golpes pareciam ter vindo da mesma matriz. No ano seguinte, em 1994, a Data East lançou uma conversão para o Super Nintendo do jogo, mas a Capcom, entrou na justiça com um processo por plágio, como uma tentativa de evitar a produção e lançamento do FH.


 No final das contas, o processo não deu em nada e o jogo foi lançado normalmente no mercado; porém com a má fama de ser uma cópia do Street Fighter II. Fighter’s History foi recebido de forma mista pela crítica, muito bem por algumas publicações, e nem tanto por outras. Ao que parece, muitos acreditaram que o game não passava de uma cópia barata da Capcom. 



Todavia, o jogo tem seu próprio brilho e obteve sucesso suficiente para duas sequências oficiais, até o momento: Karnov’s Revenge (1994) e Fighter’s History: Mizoguchi Kiki Ippatsu!! (1995). É um jogo de luta 2D tradicional, onde se pode escolher entre 9 personagens distintos: Ray, Feilin, Ryoko, Matlok, Samchay, Lee, Mizoguchi, Jean e Marstorius. Os chefões Clown e Karnov, são jogáveis, com a ajuda de um código nas versões caseiras. Cada um dos lutadores tem uma série de movimentos exclusivos. O game usa uma configuração de controle de seis botões semelhante ao Street Fighter II. A característica única do Fighter’s History é o seu “sistema de pontos fracos”. Ao atingir repetidamente o ponto fraco de um oponente, ele fica tonteado temporariamente uma vez por rodada, ficando aberto para um ataque. A localização do ponto fraco de um oponente varia com cada um. Existem três modos de jogo diferentes: CPU Battle é o modo arcade tradicional, onde o jogador seleciona um personagem e tenta completar o jogo vencendo todos os outros lutadores; no survival, se seleciona uma equipe de cinco personagens para enfrentar outra; e o versus, onde o jogador pode enfrentar os seus amigos no x1. 




A revista Game Machine, em sua edição de 1º de maio de 1993, listou Fighter’s History como a segunda unidade de arcade de maior sucesso do mês, enquanto a Play Meter o considerou o vigésimo sétimo game de fliperama mais popular da época. A única verdade, é que se trata de um belo exemplo de fighting game, e que merece também aquela conferida pelos verdadeiros fãs dos antigos arcades de luta. Foi lançado para ARCADE, SNES e SWITCH.

 

segunda-feira, 4 de abril de 2022

GRAN TURISMO - PLAYSTATION1


Aclamada série de jogos de corrida, produzida pela Polyphony Digital (estúdio criado para desenvolver basicamente este titulo). Neste primeiro jogo, você pode escolher entre a versão arcade (com carros clássicos como Corvettes, e Aston Martins) ou a simulação, que é o verdadeiro intuito do game. A simulação inicia você, em uma carreira inteira de corrida, começando com um carro usado e barato, em pistas de segunda categoria.




 

Seu fundo inicial é de US $ 10.000, e o coloca ao volante de um Honda Prelude ou Mazda RX-7 usado. À medida que você ganha corridas, adquire dinheiro e ganha licenças avançadas. Você pode comprar carros melhores e competir em partidas mais competitivas, até a Copa do Mundo GT. Possui mais de 140 carros. Pode se escolher entre uma enorme variedade de carros, incluindo muitos veículos usados. Os caminhos são desafiadores. O licenciamento foi uma ótima ideia, asssim como a trilha sonora com bandas reais. Os gráficos são precisos, onde quase todos os automóveis são reproduções licenciadas de carros reais. Reconhecido como jogo mais vendido do PLAY1, Gran Turismo levou a simulação nos games, a um status que nenhuma empresa havia arriscado.



 

Com a presença de mais de 100 carros licenciados e do inédito modo “simulation”, (onde tínhamos que tirar nossas licenças para participar dos torneios) este game ajudou a alavancar as vendas do console da Sony, o levando a se tornar o aparelho preferido dos jovens da década de 90, além de se tornar uma série de sucesso global.


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

FINAL FIGHT (Snes)


Franquia de jogos estilo "beat'em up", desenvolvido pela empresa Capcom, lançado em 1989. Situado na fictícia Metro City, o enredo é sobre um grupo de heróis, que lutam contra as ameaças de uma gangue criminosa, conhecida como "Mad Gear". O Final Fight original para o Super Nintendo, incluia os personagens ​​Haggar e Cody, mas não incluiu Guy, e também omitiu o recurso de dois jogadores; uma versão atualizada de 1992, Final Fight Guy, incluía Guy, mas não Cody, mas ainda não possuía o recurso para dois jogadores. A versão ARCADE original, pode ser jogada por até dois participantes simultaneamente, com cada jogador controlando um personagem diferente. Antes do game começar, o jogador escolhe entre os três heróis principais, cada um com seu próprio estilo de luta e atributos. Guy é o mais fraco, mas tem ataques mais rápidos; Haggar é o mais forte, mas também o mais lento; e Cody tem atributos mais equilibrados. Os controles consistem em um joystick de oito direções, e dois botões para atacar e pular. 



O personagem pode se mover em qualquer uma das oito direções, mas só pode enfrentar e atacar para a esquerda ou para a direita, como na maioria dos beat's. Pressionando os dois botões simultaneamente, executa um movimento especial que ataca em ambas as direções, utilizando uma carga de vitalidade. Os jogadores também podem agarrar e lançar oponentes, bem como usar várias armas, como facas, canos e espadas. Final Fight foi originalmente exibido em feiras comerciais com o título de Street Fighter '89. A divisão de vendas da Capcom, originalmente solicitou uma sequência para Street Fighter 1 , então sua equipe decidiu promover Final Fight como uma sequência de SF em feiras de negócios. O título foi alterado para Final Fight antes de seu lançamento oficial, após feedback de game players afirmando que o jogo não era nada como Street Fighter. De acordo com os desenvolvedores, muitos elementos do jogo e sua trama foram inspirados no jogo DOUBLE DRAGON 2 da TECHNOS, e no filme de 1984, Streets of Fire. Alguns membros da equipe de produção eram fãs do filme. 



Um dos personagens principais do game, Cody, foi até inspirado no herói do filme, Tom Cody, interpretado pelo ator Michael Paré. A história do filme também trata do sequestro de uma atraente jovem, por uma gangue da cidade. Sucesso mundial absoluto,  a série vendeu 3,2 milhões de unidades, e liberou inúmeras sequências, para plataformas como Genesis, Nes, Game Boy, Sharp 68000, DOS, Mega Cd, ARCADE, Snes etc.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Streets of Rage - As ruas pedem fúria!

A resposta da Sega ao "Final Fight" da Nintendo. Lançado em 1991 para Mega drive/Genesis, este beat'n up (confronto de cenário, ou melhor, briga de rua) segue a história de três jovens policiais (Adam Hunter, Axel Stone e Blaze Fielding) em uma cidade controlada por um sindicato corrupto, liderado por um "Sr. X", onde o crime é dominante. Os três heróis resolvem fazer um pacto para derrubar esta organização do mal, e restabelecer a ordem e a paz.


A jogabilidade é direta e simples. Três botões são usados: um para pular, outro para agredir e outro para executar um ataque à distância, com um carro policial de apoio. Este é um jogo muito divertido de se jogar, sozinho ou em dupla. A resposta do botão é perfeita para o ritmo de "Streets...". Os gráficos parecem muito bons e funciona de forma razoável, sem atrasos ​​ou irregularidades. Os cenários são bem legais, bem como a arte e a trilha sonora. Os três personagens disponíveis (Adam, Axel e Blaze), possuem habilidades únicas. 


Axel anda mais rápido, Adam tem chutes de longo alcance e Blaze ataca bem com voadoras. Os inimigos são bastante interessantes. Há vagabundos comuns, esfaqueadores, ninjas que saltam de um lado da tela para o outro, e garotas sadomasoquistas com chicotes, ou seja, a tipica escória de uma rua central. Os chefes são bem aleatórios, temos um grande cara gordo respirando fogo, o cara alto do bumerangue, o vilão com luvas de "Freddy Kruger" e outros lutadores marciais. Ah, e a melhor parte do jogo, as armas. Existem canos para esporrear, facas, garrafas etc. Além disso, quando as coisas ficarem difíceis, você poderá chamar o carro da polícia, com sua artilharia pesada. 


"Streets of Rage" foi um grande sucesso, vendendo mais de 2,6 milhões de cópias em todo o mundo, gerando as sequências "Streets of Rage 2" em 1992, e "Streets of Rage 3" em 1994 (esse sim, praticamente uma obra-prima). Também foi lançado para outras plataformas como Android, Arcade, Game Gear, iPad, iPhone, Linux, Macintosh, Nintendo 3DS, SEGA Master System, Wii e Windows.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Pokemon - Um universo de Pikachus.

Um dos maiores fenômenos do universo dos games, Pokemon é a segunda maior franquia da história dos jogos (perde apenas para MARIO), criada por Satoshi Tajiri, em 1995. Ela traz como protagonistas criaturas ficcionais, chamadas "Pokémon", que as pessoas capturam e os treinam, para lutarem um contra o outro, na forma de um esporte. A franquia começou como um par de games lançados para o Game Boy original, desenvolvidos pela Game Freak e publicados pela Nintendo. Os games Poketto Monsutā Midori, mais conhecido como Pokémon Green, e Pokémon Red, lançados em 1996 (no Japão), deram origem ao Pokemon. Os usuários são chamados de Treinadores-Pokémon. Sua meta é  alcançar dois objetivos: capturar todas as espécies de Pokémon disponíveis na região fictícia onde o jogo está configurado, e completar a informação de todos os Pokémon no Pokédex. Por outro lado, eles devem treiná-los e enfrentar outros pokémons pertencentes a outros treinadores, para demonstrar suas habilidades, força, talento e assim se tornar um "Mestre". 


Os treinadores recebem um Pokémon inicial para começar sua jornada. A quantidade inicial estabelecida de Pokémons é três, das quais os treinadores podem escolher apenas um. Eles são sempre do tipo grama, fogo e água.  Embora os jogos possam ter outros enredos, o final é sempre alcançado quando o jogador ganha todos os 8 distintivos, e derrota o Campeão da Liga-Pokémon. O treinamento pode continuar após os créditos, permitindo ao jogador desenvolver ainda mais sua equipe. Os RPGs-Pokémon principais são lançados em pares complementares (Vermelho / Azul; Ouro / Prata, etc); a coleção de Pokémon disponíveis para captura será diferente entre os dois, exigindo que o jogador troque com uma pessoa que possua o outro jogo, para completar sua coleção. Alguns anos depois que um par de jogos é lançado, um terceiro jogo complementar é geralmente lançado; este terceiro jogo é praticamente o mesmo dos dois primeiros, mas com pequenos aprimoramentos gráficos e de jogabilidade, pequenas alterações no enredo e uma seleção ligeiramente diferente de Pokémon. 


Por exemplo, em Pokémon Ruby, Team Magma eram os inimigos e o jogador pegou Groudon no final; em Pokémon Sapphire, Team Aqua eram os inimigos e o jogador pegou Kyogre no final; em Pokémon Emerald, ambas as equipes são inimigas e o jogador tem a chance de pegar Groudon e Kyogre no final. O lançamento de um novo par de jogos na série principal de RPG, anuncia o início de uma nova geração de Pokémon. Cerca de 100 novos personagens são lançados a cada geração. Também não podemos deixar de citar Pikachu,  originalmente criado como um personagem secundário, ele tornou-se o mascote do universo Pokémon, depois de ter sido escolhido como um dos personagens principais na adaptação televisiva do jogo (outro grande sucesso), ao lado de seu treinador Ash Ketchum. Ele também é considerado o Pokémon mais popular da franquia. Descrito como um rato elétrico, foi criado juntamente com a sua evolução, Raichu; a partir da segunda geração, ele também passou a ter uma pré-evolução, o Pichu. Pikachu é do tipo elétrico, e ocupa a 25ª posição na Pokédex, a enciclopédia que lista as diferentes espécies de Pokémon. 


Pikachu é mundialmente conhecido, sendo considerado um ícone kawaii, um equivalente japonês ao Mickey-Mouse americano, sendo parodiado e citado em outras séries de animação, como Os Simpsons, por exemplo. É inegável a importância da franquia Pokemon para o mundo dos games, não somente para aqueles que jogam, mas também para a evolução da tecnologia dos mesmos, gerando um grande lucro para seus idealizadores e marcando para sempre o coração de seus praticantes. Vida longa ao ratinho amarelo e seus seguidores!!!

Sonic - The Hedgehog, jogada certeira da SEGA.

O jogo que revolucionou a história dos games. Aqui, você dá vida a "Sonic", um rápido ouriço azul (o personagem aproveitava o veloz processador do console Genesis), viciado em corridas, dentro de um cenário estilo plataforma. A história se passa na Ilha do Sul, onde o Dr. Eggman (ou Dr. Robotnik nos EUA) seqüestra toda a população animal e os transforma em robôs, marcando as zonas como seu território. Sonic deve correr através dessas seis zonas, para trazer de volta os animais, ao seu estado normal. Anéis espalhados em torno de cada uma das fases, desempenham um papel importante no jogo. 


Eles não apenas servem como proteção contra a maioria dos inimigos, mas também oferecem uma boa chance de ganhar vidas extras e possivelmente uma chance de alcançar a fase de bônus. Este estágio de bônus, é um labirinto giratório (que demostrou a todos, o que o console Gênesis era capaz) e o objetivo principal é reunir as seis esmeraldas do caos em cada labirinto, necessário para destravar o final (O pano de fundo, que consiste em um pássaro se transformando em um peixe, é bem legal). No final de cada fase, você ficará cara a cara com Eggman, que usa uma variedade de veículos, que possui suas próprias armas exclusivas. Cada zona tem um layout exclusivo e alguns cenários impressionantes. A primeira zona, por exemplo, tem colinas e "loop-de-loops". 


O segundo contém estruturas de mármore e piscinas de lava / cachoeiras; enquanto que na Zona do Labirinto, o Sonic passa a maior parte do tempo submerso. Embora os desenvolvedores encorajem você a acelerar, eu prefiro ter calma para não colidir com inimigos ou armadilhas, e ainda conseguir conquistar cada etapa em menos de dez minutos. A trilha sonora de Sonic the Hedgehog é brilhantemente composta e é única para cada zona. A música para "Scrap Brain Zone" é uma reminiscência da música tema de Vangelis para “Blade Runner”, completa com bateria no final de cada verso. Até 2016, a série vendeu mais de 100 milhões de cópias dos jogos. 


Além dos vídeo-games, a franquia também  foi divulgada em outras mídias, incluindo desenhos animados, anime e uma longa série de histórias em quadrinhos, que foi reconhecida como a mais longa história em quadrinhos baseada em um vídeo-game já publicada pelo Guinness World Records. É inegável a importância do game, não só por sua capacidade/originalidade, mas por fazer a boa guerra entre SEGA x NINTENDO atingir níveis grandiosos (o Super Nes acabou lançando "Street Fighter 2", pouco tempo depois, para tentar barrar o avanço da SEGA), onde cada empresa tinha a obrigação de criar jogos cada vez mais trabalhados, para conquistar novos adeptos. Esse foi um grande período da história do entretenimento, que jamais veremos, ou esqueceremos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Cadillacs and Dinosaurs - Clássico dos Arcades

Cadillacs and Dinosaurs é um jogo de 1993 da Capcom, estilo beat'em up (confronto de rua, onde você pode explorar todo cenário), baseado na série de HQs de mesmo nome. Foi um dos maiores sucessos neste estilo, gerando um grande lucro para os fabricantes deste Arcade. Aqui você pode escolher entre 4 lutadores: Jack Tenrec, Hannah Dundee, Mustapha Cairo e Mess O'Bradovich. A jogabilidade é semelhante aos outros beat'em ups da época (Double Dragon, Final Fight) - os jogadores  lutam contra inimigos e chefes, colecionam bônus e armas (facas, bazucas, UZIs, etc.). 


Em algumas fases específicas, os jogadores podem entrar no Cadillac e atropelar os inimigos, além de atirar em dinossauros usando armas de fogo. Os gráficos são bons (bidimensionais e bem desenhados), e combinam com os efeitos de história em quadrinhos. Os personagens são bem desenhados e se encaixam perfeitamente no ambiente. O jogo é agradável de se ver e assistir, e ajuda muito a atrair o jogador para o mundo do game. No que diz respeito ao design de personagens, eles fizeram um bom trabalho, dentro do que se espera de um beat'em up. 


Os sprites de personagens não são reescritos como em outros games, e as palavras de ação dos quadrinhos dão um toque agradável, embora o sangue e os pedaços de carne pareçam um pouco fora do lugar, às vezes. Os Inimigos no jogo vão desde bandidos comuns, a homens musculosos e até mesmo dinossauros que andam na terra. A maioria dos inimigos não é muito difícil, exceto pelos homens gordos, que têm aquele ataque irritante que te derruba. Alguns inimigos também tentam aparecer e jogar granadas, mas com um bom uso de salto e fuga, dá para evitar essa ​​tentativa de lhe causar prejuízo. 


Os dinossauros, que ficam vermelhos quando hostis, atacam qualquer coisa que esteja na frente deles, seja você ou os vilões, o que pode realmente torná-los úteis se você for bom em se esquivar. Há um cara mau chamado Walther (ou algo parecido) que aparece em todos os níveis. Esse cara é um pouco chato, mas é bem fácil de derrotar, caso saiba usar suas habilidades e armas. Há realmente apenas alguns chefões que são irritantes, principalmente o chefe do nível da Garagem, porque ele é muito rápido e joga coisas como bumerangues (o que também danifica seus próprios homens). Os sons deste jogo são ótimos, principalmente a música.  Até a simplicidade do “Arcade Sound” do começo de tela é algo memorável. 


E se você é uma pessoa que gosta de emuladores, com certeza poderá desfrutar deste mecanismo e sentir-se em um Arcade do começos dos anos 1990. Finalizando, podemos dizer que C&D é um jogo com conceito único, uma mistura de Final Fight e Jurassic Park, e tudo junto com o charme da Capcom. Para quem gosta da Capcom, jogos de luta, Old-School 2D, ou qualquer combinação destes, Cadillacs and Dinosaurs com certeza vai entreter você e seus amigos. Portanto, prepare-se já, para balançar em um mundo dominado por carrões e dinossauros!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Super Mario Bros. - O começo de uma nova era.

Lançado em 1985, em uma época em que os video-games estavam em baixa (a ATARI tinha acabado de quebrar, diminuindo o investimento no ramo), o jogo da Nintendo trazia os personagens-irmãos-encanadores MARIO (que já havia aparecido em DONK-KONG) e LUIGI, inseridos dentro de um cenário estilo plataforma. Você controla o jogador protagonista da série, Mario. O objetivo do jogo é percorrer o Reino do Cogumelo (Mushroom Kingdom), sobreviver às forças do principal vilão: o dragão cuspidor de fogo Bowser, e salvar a Princesa Peach (na época conhecida por seu nome americano, Princess Toadstool) e todo seu reino do domínio dos Koopa Troopas. 


Super Mario Bros. é dividido em oito mundos, e cada um possui quatro fases. O ataque primário de Mario é pular sobre o inimigo. O game conseguiu trazer um nível de perfeição de jogos de arcade, inédito nos sistemas de video-game caseiros, e proporcionou uma experiência original inigualável. Com um design simples, jogabilidade desafiadora, apoiada por um esquema de controle perfeito, gráficos suaves, sons para complementar a jogabilidade, e muita imaginação despejada em criaturas e níveis múltiplos. 


SMB consegue ser um dos clássicos sagrados, devido à pura diversão, (não é uma questão trivial, como qualquer jogo daquela época pode provar, ao avançar os níveis, os jogos simplesmente reciclam o que tinha sido feito antes, ajustando a dificuldade ou simplesmente acelerando a jogabilidade (como exemplo PAC-MAN). Mario, por outro lado, ofereceu desafios únicos em diferentes cenários e com diferentes modos (graças aos bons gráficos e sons, o que permitiu uma trilha sonora completa (quem não se lembra da música inicial?). Tudo isso, mais um grande número de temas subjacentes, que sempre têm seu charme quando visto dos olhos distorcidos de uma mente adulta (Comer um cogumelo te faz "mais alto"? Uma "flor" que faz você atirar bolas de fogo? quebrar blocos e juntar moedas de ouro? (que te davam vidas extras, é claro) etc. O sucesso foi enorme, com mais de 40 milhões de vendas. 


O jogo teve continuações e foram lançados Super Mario Bros.: The Lost Levels, Super Mario Bros. 2, e Super Mario Bros. 3 (outro enorme sucesso) também para o Nintendo Entertainment System. Quase quarenta anos depois, Super Mario Bros continua sendo um marco (e também um "salvador" da indústria dos games). Os gráficos continuam a inspirar legiões de artistas e a música é tão atemporal quanto qualquer sonata de Mozart. 


Há games sem dúvida melhores do que Super Mario Bros, mas há poucos jogos que tiveram um impacto tão duradouro para milhões de pessoas em todo o mundo e universalmente admirados pelo alcance de suas realizações. Super Mario Bros. não era apenas um jogo: foi uma revolução, cujos efeitos ainda estamos experimentando até os dias atuais.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

STREET FIGHTER 2 - A Lenda

Quando a franquia de jogos criada pela Capcom, foi lançada em 1987, ninguém imaginava o sucesso que faria, tendo em vista que seu primeiro episódio STREET FIGHTER, não era um bom exemplo de jogabilidade. Tudo mudaria com seu segundo jogo. Street Fighter II foi o primeiro e talvez, maior game de luta dos anos 90. Todos nós nos divertimos jogando Mortal Kombat, Killer Instinct e talvez até Art of Fighting, mas Street Fighter II foi praticamente o melhor, e mais competitivo por muitos anos após seu lançamento. 


Não há muito a dizer sobre este clássico, que a maioria dos jogadores de 20 a 40 anos ainda não conheça. Os personagens são memoráveis ​​e belamente desenhados, a música é animada, e a jogabilidade em si, não poderia ser melhor para a época em que foi produzida. Provavelmente aperfeiçoado no Street Fighter Alpha III, a combinação de golpes do Street Fighter II era rudimentar, mas funcional. A sua maior influência proeminente, foi a criação do gênero de jogo de luta como é conhecido hoje em dia. 


Enquanto que em jogos anteriores era permitido combater uma variedade de adversários controlados apenas pelo computador, em STF II os jogadores podiam lutar uns contra os outros. A sua enorme popularidade surpreendeu a indústria dos games, fazendo com que os proprietários de máquinas Arcade, tivessem de comprar mais máquinas para conseguirem acompanhar a procura (e com isso, surgem as versões piratas, conhecidas como Street Fighter de rodoviária). Também foi o responsável por introduzir a mecânica de "combos", que surgiu quando os jogadores mais hábeis descobriram que podiam combinar vários ataques em cadeia, sem darem tempo para o adversário se recuperar. O revolucionário game trouxe personagens únicos, gráficos detalhados, grandes sprites, movimentos elaborados, animação suave e som envolvente. 


Então alguém inevitavelmente faria a pergunta: é possível fazer uma conversão dele para algum console? Bem, no ano seguinte STF 2 foi lançado exclusivamente para o Super NES. Eu não estou exagerando, ninguém jamais imaginaria que uma boa conversão do Arcade pudesse ser feita. Street Fighter II para o SNES foi mais do que uma conversão fiel, era quase o mesmo que o Arcade. Tecnicamente, foi perfeito. Excelente em todos os aspectos. Foi o primeiro game de 16 bits a consumir 16 Megabits de memória (não considerando o Neo Geo), o que garantiu a sua excelente qualidade. Nenhum outro cartucho do SNES ou Genesis, poderia ousar competir com este. A resolução dos gráficos não tinha precedentes. Os sprites não eram apenas grandes, mas lindamente projetados e cuidadosamente animados. Até mesmo as roupas dos personagens seguiram o movimento do vento (para um jogo de 1992, foi algo bem ousado). Os fundos de tela eram ricos e animados, e eles se moviam seguindo os personagens (que basicamente eram Ryu, Ken, Chun-li, Zangief, Guile, Blanka, Dhalsin e E. Honda. Posteriormente outros personagens foram adcionados -  Cammy, Fei Long, T. Hawk e Dee Jay. Todos eles representando alguma nacionalidade e estilo de luta diferente). O modo single-player é satisfatório, desafiador e conta com quatro chefes memoráveis: o espanhol Vega, o clone de Mike-Tyson - Balrog, o especialista em Muay Thai - Sagat, e o supervilão indestrutível M. Bison. Cada etapa teve sua própria música, que se tornou mais intensa com a vitória de um dos jogadores. Os sons contribuíram para uma impressão realista, pois era comum ouvir as vozes dos personagens. Os controles também trouxeram novidades. Nenhum outro game, jamais usou esse tipo de gamepad, de 6 botões. O Arcade Street Fighter II usava 6 botões (3 para socos e 3 para chutes, de diferentes intensidades) e a versão SNES também. A combinação de botões gerou movimentos novos e especiais. 


O controle, embora fácil, ficou complexo e trouxe uma variedade de movimentos sem precedentes para um jogo. E havia 8 caracteres disponíveis, cada um se comportando de maneira diferente. Eles estavam todos equilibrados: não havia personagem muito melhor que o outro, isso dependeria das preferências e habilidades do jogador. É inegável a importância deste clássico na indústria do entretenimento, gerando uma sequência grande de episódios, além de animes e até um filme estrelado por Raul Julia e Van Damne. O impacto do game foi tão absurdo, que demoraria muito tempo para aparecer algo novo na indústria, como o jogo King of Fighters por exemplo...mas este, é assunto para outra postagem.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

NES - Punch Out (1987)

Jogo de luta, estilo Boxe, lançado para NES, também conhecido como Mike Tyson's Punch Out. É um dos games mais populares e mais vendidos de todos os tempos. No ringue, você é o personagem Little Mac, um lutador de 17 anos do Bronx, que ficou em terceiro lugar no circuito menor. Seu objetivo é melhorar sua posição, através dos rankings, para poder desafiar no final, Mike Tyson (na época, era considerado o maior fenômeno do esporte), em uma luta épica. Mas o caminho é longo e difícil. Você terá pela frente circuitos menores, maiores e mundiais. São 14 lutas, contra alguns adversários muito difíceis. As regras usadas são da World Video Boxing Association. Cada partida é de três rounds, de três minutos. Qualquer pugilista derrubado por uma contagem de 10, é nocauteado (KO). Se um pugilista cair três vezes, ele sofrerá um nocaute técnico (TKO). Se ambos os pugilistas chegarem ao final da terceira rodada, o árbitro (interpretado por ninguém menos que o nosso Super Mário) determina o vencedor. 


Quando estiver no ringue, você terá que derrotar seu oponente com estratégias  inteligentes. Use socos de esquerda e direita, bem como uppercuts para bater o seu adversário. Evite golpes do seu oponente, desviando de seus ataques. Somente sua experiência e talento, o tornará Campeão Mundial da "Video Boxing Association", derrotando o lendário Mike Tyson na final. Também foi lançado para ARCADE e posteriormente, em versões melhoradas para Super Nintendo e Wii.

sábado, 8 de setembro de 2018

NES - Werewolf: The Last Warrior

Um game que mistura basicamente dois jogos, Altered Beast e X-Men. Você controla um herói que se transforma em lobisomem, toda vez que necessário, para poder confrontar um líder do mal e sua gangue de monstros bio-genéticos, que desejam destruir  a terra. Você começa o jogo em forma humana, podendo socar, pular, mover e disparar um tiro que se move horizontalmente pela tela. Ao encontrar o símbolo "W", o humano é capaz de se transformar em uma poderosa criatura lobisomem. Se acionar acidentalmente o ícone azul "W", você perderá energia ou se transformará novamente em um simples ser humano. A forma de lobisomem oferece saltos mais altos, velocidade mais rápida, maior força, um ataque por onda de choque e a habilidade de escalar paredes, então, naturalmente você vai querer essa formula sempre que possível. 

Além disso, o lobisomem tem um medidor de raiva que é aumentado pela coleta de órbitas. Depois de 5 desses orbes, o lobisomem se transformará novamente em um  SUPER lobo, com força ainda maior, velocidade e invencibilidade parcial. Existem 5 etapas ao todo. Cada uma com um chefe que se move em padrões distintos. O jogo em si é bom, o que estraga de fato é seu grau de dificuldade, que é muito alto, fazendo com que o jogador desista já na segunda ou terceira tentativa. Alguns personagens foram claramente inspirados em alguns heróis da Marvel, levando a crer que este game pode ter sido feito para a franquia, e depois ter sido descartado por falta de pagamento de direitos de imagem. Lançado pela produtora DATA EAST, em 1990 para o NES, Werewolf é uma boa distração, com belos gráficos e vale a pena jogar só para ver as animações que antecedem as fases, bem como controlar um personagem muito semelhante com outro ícone dos quadrinhos, o Wolwerine.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Atari 2600 - Berzerk

Antes de existir os modernos jogos de tiro como Doom e Counter-Strike, a Atari dava seus primeiros passos iniciais com clássicos como  RiverRaid e Berzerk. Este último lançado em 1982. Vamos ao enredo, você foi enviado para um prédio infestado de robôs e deve fazer o melhor para eliminá-los. Cada andar tem várias colunas, o que restringe seu movimento. Haverá uma série de inimigos na sala - nas telas iniciais, eles podem estar imóveis e não atirar em você, mas depois de alguns níveis, eles se tornam capazes de disparar em múltiplas direções. Você pode atirar neles em 8 direções, mas não pode disparar diagonalmente enquanto se move. 


Há lacunas no lado de cada sala, através das quais você sai, antes ou depois de finalizar o cenário (há um bônus para apuramento). Você ganha uma vida extra a cada 2000 pontos. Mais um bom exemplo de diversão simples, onde temos um cenário de ficção-científica como temática e que se tornaria sucesso com outros jogos de mesmo estilo. Também lançado para outras plataformas, como Arcade, Atari 5200 e Vectrex. Programado por Dan Hitchens.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Game Boy - Cannon Fodder

Game de estratégia\ação lançado em 1993 para as plataformas DOS e Amiga. O objetivo é orientar uma equipe de mini-soldados, através de 72 mapas\níveis de combate, utilizando uma visão "top -down", dentro de vários cenários de guerrra. O estilo do jogo, é uma mistura de "Lemmings", e "Comando" cruzado com "Dune 2". Os soldados são controlados através de um mouse\seta, onde você pode ativar cada personagem individualmente ou um grupo deles. O sistema do controle é bem simplório,  clicando com o botão esquerdo, você os movê para um local particular, e com o botão direito, você dispara suas armas em um adversário. Também podem ser usadas granadas ou foguetes, com o intuito de destruir grupos de inimigos, edifícios ou veículos (pressionando os dois botões ao mesmo tempo). Cada missão tem um objetivo específico, e algumas dispõem de veículos, como tanques, carros e helicópteros. Suas tropas podem entrar na água, mas não pode atirar dentro dela. Encontrar e controlar pontes é também, muitas vezes crucial. Pode se esconder atrás de árvores e paredes, improvisando esconderijos, mas deve-se usar a velocidade, pois os soldados da CPU também utilizam-se desse recurso. 



Com certeza, um dos maiores sucessos comerciais da história dos games, e que também serviu de inspiração para outros jogos de mesmo estilo, sendo convertido para diversos sistemas. Teve uma continuação, Cannon Fodder2, disponível para Windows, Macintosh, DOS e Amiga. Minha versão preferida é do Game Boy color, feita no ano de 2000.

quarta-feira, 8 de março de 2017

PC ENGINE-CD - Gain Ground

Ano de lançamento 1988. Gain Ground é um jogo de ação estilo arcade, aliado a estratégia. O objetivo é invadir e "carregar" todos os guerreiros para a saída do lado oposto do mapa, ou eliminar todos os inimigos presentes na tela. Cada guerreiro de seu exército tem uma especialidade única e uma arma particular, entre 20 tipos diferentes. Você pode atacar de duas maneiras, usando uma arma normal ou uma arma especial. A estratégia será decidir qual soldado fará o melhor, em diferentes situações. Algumas armas são melhores em lidar com certos inimigos e obstáculos, do que as outras armas.
Você começa com apenas três guerreiros, mas encontrará outros que podem ser resgatados ao longo das fases. Se o novo guerreiro sobreviver tempo suficiente para chegar à saída, eles podem ser adicionados ao seu inventário. O número de guerreiros possíveis no exército de um jogador, é de mais de 30 soldados.


 Há 50 fases no total, divididas em rodadas de 10. No final de cada rodada, os jogadores encontram um chefe inimigo. Excelente jogo estilo top-down, diz a lenda ser uma versão não oficial do desenho de grande sucesso, "Caverna do Dragão" e para não ter que pagar direitos autorais, a produtora deu uma ligeira "mudada" nos personagens. Foi desenvolvido pela SEGA enterprises e lançado também para Arcade, Genesis, SEGA Master System, Wii e Windows.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Super Nintendo - Chaos Engine

Data de lançamento: 1993. Um viajante do tempo, preso na Inglaterra vitoriana, transmite seu conhecimento de invenções tecnológicas para a Royal Society, um grupo liderado pelo personagem Barão Fortesque. Com a ajuda desse conhecimento, Fortesque constrói uma inteligência artificial imensamente complexa, conhecida como "Chaos Engine". No entanto, a criação se rebelou contra seu criador, absorveu sua mente, e transformou a Grã-Bretanha em uma zona de guerra, povoada por máquinas loucas e assassinas. Um grupo de mercenários se dispõe a entrar neste lugar perigoso, e pôr fim ao caos, esperando por uma recompensa apropriada. Chaos Engine (ou "Soldiers of fortune" nos EUA) é um típico top-down-shooter. Dezesseis níveis (em quatro grupos de quatro) aguardam os desafiantes no jogo. A jogabilidade básica é semelhante ao game "Gauntlet" ou "Smash Tv", mas em um ambiente ao ar livre, com pontes através dos rios, e outras características nos mapas. Existem seis personagens disponíveis, cada um com diferentes pontos fortes e fracos. 




No modo de dois participantes, cada jogador escolhe um personagem e joga cooperativamente. Mas, no modo para um jogador, você também escolhe um personagem para o computador controlar, e com a inteligência artificial dele, é permitido abrir portas, pegar power-ups e atirar em inimigos. Outro bom exemplo de distração, o game saiu para diferentes plataformas da época (Acorn 32-bit, Amiga, Atari ST, BlackBerry, DOS, Genesis, J2ME, Linux, Macintosh, SNES, Windows), além de um excelente segundo episódio para o computador Commodore AMIGA.