quinta-feira, 22 de abril de 2010

Arcade - Elevator Action




















Uma mistura inteligente de espionagem, ação e aventura. Você está no papel do Agente 17, um espião tipo “James Bond”, e deve proteger documentos ultra-secretos de segurança, em um prédio de 30 andares. O objetivo final é fugir pelo térreo com seu “possante”.












No edifício haverá uma abundância de elevadores e também várias escadas rolantes. Existem inúmeros inimigos atrás das portas, mas você pode matá-los com o revólver ou esmagando-os sob o elevador. Os vilões também morrem atingidos pela queda das luminárias. Graficamente os personagens são um pouco “toscos”, mas o edifício está muito bem desenhado e os efeitos sonoros são memoráveis. A jogabilidade é excelente, apesar de ser levemente repetitiva.
















"Elevator Action" foi lançado em 1983 pela Taito America Corp. e distribuído para as plataformas do Atari, Arcade, Commodore, Game Boy, Mobile, Nes e Wii. Simplesmente um jogo inesquecível.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Arcade - Contra

Um dos maiores clássicos da história dos games, assim podemos definir CONTRA. Criado em 1987 pela Konami, a versão para Arcade foi grande sucesso junto com a conversão para o console caseiro NES, tendo ainda várias versões e continuações no Genesis e Super Nintendo. Trata-se de um jogo de tiro/plataforma com cinco níveis distintos.






















Você (e o segundo player) controlam Lance e Bill, dois soldados que caíram na selva para combater a ameaça alienígena conhecida como “Red Falcon”. Os heróis devem então fazer o seu caminho enfrentando obstáculos e inimigos de outro planeta. É uma mistura básica de três filmes: “Comando para matar”, ”Rambo” e “Predador”. Bom, já deu para entender que o lance primordial aqui é atirar e matar. Deve-se jogar com cautela, pois os personagens são bem vulneráveis e morrem facilmente.

Um aspecto curioso do cartucho está no fato de os jogadores poderem equipar seus personagens com diferentes tipos de armas: um rifle automático, um tiro de propagação, uma pistola de laser de comprimento, uma arma de laser e um lança-chamas. Elas possuem munição ilimitada e o personagem a perde somente quando morre. Para se chegar ao chefe final e destruir o cérebro inimigo, é necessária a invasão das bases e o confronto com os subchefes. Excelente momento de diversão, Contra é e sempre será um dos jogos mais queridos da era NES, com sua típica ação para jogadores simultâneos, variedade de armas, fases pseudo-3D e por se tornar um padrão para games de tiro que surgiriam posteriormente.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

(GCE) VECTREX – Um vídeo-game de outro mundo!


O Vectrex teve muitos ingredientes para se tornar um grande sucesso no início dos anos oitenta, mas por várias razões, este console não cumpriu a promessa. A aparência era única: um monitor alongado que estava cerca de três centímetros de profundidade em um arcade. Aquilo tudo, dava a sensação de ter sua própria máquina em casa. O joystick também era original, possuía enormes proporções: 8 x 3 polegadas, com quatro botões. O Vectrex tinha esse nome por causa da técnica “vector” que foi usada nos arcades (por exemplo, Asteroids e Space War), mas até então ainda não havia sido usada em consoles. O aparelho vinha com o jogo “Storm Mine”, um derivado do sucesso dos fliperamas “Asteroids”. Os outros jogos foram vendidos em cartuchos, o que podia ser conectado ao lado direito do console. Foram lançados mais de trinta cartuchos, de diferentes estilos. Entre eles jogos como Art Master, Berzerk, Cosmic Chasm, Fortress of Narzod, Minestorm, Pole Position, Space Wars, Star Trek: The Motion Picture e outros.



O Pai do Vectrex foi Jay Smith, juntamente com sua empresa de Tecnologia e Engenharia. A idéia de um mini-arcade nasceu no início dos anos oitenta, inicialmente planejado com um monitor de 5 polegadas. A General Consumer Electronics (GCE), conhecida pelos games e relógios, ficou entusiasmada e queria colaborar com Smith, na condição de se usar um monitor maior. E foi assim que, depois de descartar nomes como HP-3000 e X-Vector, o Vectrex com uma tela de 9 polegadas nasceu. A produção começou em 82, para ser lançado no mesmo ano. O preço inicial foi de 199 dólares. Durante esse período, a empresa começou a apresentar dificuldades financeiras, e teve que ser vendida para a organização Milton Bradley (MB).
Uma vez adquirida, a MB imediatamente decidiu exportar o Vectrex para a Europa. O ano de 1983 foi o mais importante para a curta história deste console. O Vectrex foi vendido em muitos lugares nos Estados Unidos e na Europa, e teve a maior produção de cartuchos de jogo. No entanto, as vendas começaram a diminuir e em fevereiro de 1984, a MB foi forçada a interromper a fabricação. Uma das razões foi o fato de o GCE ter como preço de partida 199 dólares, mas depois os preços de venda desceram para 150 e até 100 dólares. O resultado foi que a MB sofreu uma perda de 32 milhões de dólares. Mesmo após a interrupção da fabricação, a MB tinha armazéns cheios. Para acabar com o estoque de consoles, o mesmo passou a custar 45 dólares. Para os cartuchos pedia-se de 5 a 10 dólares, em comparação com 30 a 40 dólares no início. Em 1988, a Smith Engineering desenvolveram planos para um modelo portátil do Vectrex, mas abandonou o plano devido à chegada iminente do Nintendo Game Boy. A tela monocromática do Vectrex e a utilização da técnica de vetor, fez dele um dispositivo avançado, mas em outros aspectos, o desempenho gráfico era limitado em comparação com o Atari VCS, o Intellivision e o Colecovision. É difícil descobrir as causas exatas para o fato do Vectrex não ter tido o sucesso esperado. É claro que o lançamento em larga escala pela MB em 1983 foi infeliz, já que um ano depois a indústria do videogame entrou em colapso. Possivelmente, o consumidor não gostou muito do monitor preto-e-branco do Vectrex, além de outras razões de mercado. Fica aqui nossa homenagem...