segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

STREET FIGHTER 2 - A Lenda

Quando a franquia de jogos criada pela Capcom, foi lançada em 1987, ninguém imaginava o sucesso que faria, tendo em vista que seu primeiro episódio STREET FIGHTER, não era um bom exemplo de jogabilidade. Tudo mudaria com seu segundo jogo. Street Fighter II foi o primeiro e talvez, maior game de luta dos anos 90. Todos nós nos divertimos jogando Mortal Kombat, Killer Instinct e talvez até Art of Fighting, mas Street Fighter II foi praticamente o melhor, e mais competitivo por muitos anos após seu lançamento. 


Não há muito a dizer sobre este clássico, que a maioria dos jogadores de 20 a 40 anos ainda não conheça. Os personagens são memoráveis ​​e belamente desenhados, a música é animada, e a jogabilidade em si, não poderia ser melhor para a época em que foi produzida. Provavelmente aperfeiçoado no Street Fighter Alpha III, a combinação de golpes do Street Fighter II era rudimentar, mas funcional. A sua maior influência proeminente, foi a criação do gênero de jogo de luta como é conhecido hoje em dia. 


Enquanto que em jogos anteriores era permitido combater uma variedade de adversários controlados apenas pelo computador, em STF II os jogadores podiam lutar uns contra os outros. A sua enorme popularidade surpreendeu a indústria dos games, fazendo com que os proprietários de máquinas Arcade, tivessem de comprar mais máquinas para conseguirem acompanhar a procura (e com isso, surgem as versões piratas, conhecidas como Street Fighter de rodoviária). Também foi o responsável por introduzir a mecânica de "combos", que surgiu quando os jogadores mais hábeis descobriram que podiam combinar vários ataques em cadeia, sem darem tempo para o adversário se recuperar. O revolucionário game trouxe personagens únicos, gráficos detalhados, grandes sprites, movimentos elaborados, animação suave e som envolvente. 


Então alguém inevitavelmente faria a pergunta: é possível fazer uma conversão dele para algum console? Bem, no ano seguinte STF 2 foi lançado exclusivamente para o Super NES. Eu não estou exagerando, ninguém jamais imaginaria que uma boa conversão do Arcade pudesse ser feita. Street Fighter II para o SNES foi mais do que uma conversão fiel, era quase o mesmo que o Arcade. Tecnicamente, foi perfeito. Excelente em todos os aspectos. Foi o primeiro game de 16 bits a consumir 16 Megabits de memória (não considerando o Neo Geo), o que garantiu a sua excelente qualidade. Nenhum outro cartucho do SNES ou Genesis, poderia ousar competir com este. A resolução dos gráficos não tinha precedentes. Os sprites não eram apenas grandes, mas lindamente projetados e cuidadosamente animados. Até mesmo as roupas dos personagens seguiram o movimento do vento (para um jogo de 1992, foi algo bem ousado). Os fundos de tela eram ricos e animados, e eles se moviam seguindo os personagens (que basicamente eram Ryu, Ken, Chun-li, Zangief, Guile, Blanka, Dhalsin e E. Honda. Posteriormente outros personagens foram adcionados -  Cammy, Fei Long, T. Hawk e Dee Jay. Todos eles representando alguma nacionalidade e estilo de luta diferente). O modo single-player é satisfatório, desafiador e conta com quatro chefes memoráveis: o espanhol Vega, o clone de Mike-Tyson - Balrog, o especialista em Muay Thai - Sagat, e o supervilão indestrutível M. Bison. Cada etapa teve sua própria música, que se tornou mais intensa com a vitória de um dos jogadores. Os sons contribuíram para uma impressão realista, pois era comum ouvir as vozes dos personagens. Os controles também trouxeram novidades. Nenhum outro game, jamais usou esse tipo de gamepad, de 6 botões. O Arcade Street Fighter II usava 6 botões (3 para socos e 3 para chutes, de diferentes intensidades) e a versão SNES também. A combinação de botões gerou movimentos novos e especiais. 


O controle, embora fácil, ficou complexo e trouxe uma variedade de movimentos sem precedentes para um jogo. E havia 8 caracteres disponíveis, cada um se comportando de maneira diferente. Eles estavam todos equilibrados: não havia personagem muito melhor que o outro, isso dependeria das preferências e habilidades do jogador. É inegável a importância deste clássico na indústria do entretenimento, gerando uma sequência grande de episódios, além de animes e até um filme estrelado por Raul Julia e Van Damne. O impacto do game foi tão absurdo, que demoraria muito tempo para aparecer algo novo na indústria, como o jogo King of Fighters por exemplo...mas este, é assunto para outra postagem.

2 comentários:

  1. ATÉ HOJE ME DIVIRTO QUANDO JOGO....O SEGUNDO EPISÓDIO, CLARO....PQ O PRIMEIRO ERA UM LIXO!!!

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    1. Houve uma evolução muito grande entre o primeiro e o segundo jogo.

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